
Passei uma tarde peruésima no xópim com minha comadre e cúmplice, Babi.
Horas no salão de beleza, unhas arrumadas e vermelhas, batemos perna, rimos, falamos bem de uns e mal de outros, ganhei um tênis novo de presente de Natal, enfim, nos divertimos a valer.
Num desses intervalos (porque ser perua cansa), para um café, avistamos um homem-lindo. Sim, um real e harmônico e elegante homem-lindo caminhando em nossa direção.
Olhei como quem admira um verdadeiro homem-lindo, tipo obra de arte, coisa rara num xópim no meio da tarde. Moreno, belos olhos, óculos discretinho, terno e gravata, segurando uma pasta. Podia ser um traficante, um vendedor de bíblias, um executivo, um mafioso... qualquer coisa. Quem se importa?
Ele veio e eu olhei mesmo. Gosto de olhar coisas lindas, homens lindos, até mulheres lindas.
De repente, o homem-lindo me encarou, sustentou o olhar (que mirada!) e sorriu, lindamente, é claro.
Sorri de volta, me sentindo quase que a última Coca-Cola do deserto.
E o homem-lindo se foi sem saber (ou sabendo) que ganhei o dia.
O modelo da foto é fantasia.
Uma pequena homenagem aos homens-lindos que fazem qualquer mulher se sentir uma diva, apesar dos tropeços e da vida.