segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Vigília

Hoje faz exatamente um ano que eu vi você pela última vez. Aquele encontro inesperado que me fez acreditar que tudo estava onde deveria. Você que eu amei tanto, que esperei tanto e que ainda não esqueci. São tantas as coisas que me fazem lembrar de você todos os dias, que eu desisti de evitá-las.

Uma esquina no centro da cidade, um dia de vento no parque, um fim de tarde, um temporal, um bar, uma garrafa de vinho, um livro, uma musica, um poema, uma árvore, um pôr-do-sol, um aroma, um número... coisas que fazem parte do meu cotidiano, como espiar o outro lado da rua e imaginar te ver de novo, me esperando com o mesmo olhar que eu vou guardar pra sempre. Você não é uma lembrança fácil que se desprende e se apaga. Você é um daqueles ruídos que levam o sono no meio da madrugada e interrompem o melhor do sonho. Você é a vigília.